sábado, 14 de outubro de 2017

CPF Comissão de Portadores de Fibromialgia : APOSENTADORIA POR INVALIDEZ AO PORTADOR DE FIBROM...

CPF Comissão de Portadores de Fibromialgia : APOSENTADORIA POR INVALIDEZ AO PORTADOR DE FIBROM...:     "Aposentadoria por Invalidez aos portadores de Fibromialgia. É possível?"                A síndrome da Fi...

sexta-feira, 17 de março de 2017

A PENSÃO DAS FILHAS



A história começa no Século XVIII, em 23 de setembro de 1795, quando foi criado o Plano de Montepio Militar dos Oficiais do Corpo da Marinha, legislação pioneira de amparo financeiro aos oficiais reformados e seus herdeiros, os quais, inclusive os pensionistas habilitados, contribuíam com um dia de soldo até o fim de suas vidas. As contribuições sustentavam o próprio sistema implantado.

Aquele Plano estipulava que os beneficiários do montepio seriam as viúvas dos oficiais e, na falta delas, as filhas "donzelas ou viúvas", que dividiriam igualmente a pensão, mesmo que mudassem de estado civil após a concessão.

O Montepio da Marinha abrangia apenas os oficiais, não incluindo as praças da Marinha e nem os militares do Exército. Estes, para receberem benefícios, usavam petições como recurso, ou, no caso dos oficiais do Exército, a Lei de Remuneração de Oficiais do Exército de 16 de dezembro de 1790.

A necessidade da existência de instituições militares genuinamente brasileiras para lutar pelas causas nacionais levou o Governo Imperial a conceder, por Decreto de 4 de janeiro de 1823, às viúvas ou órfãs de oficiais do Exército mortos nas lutas pela Independência do Brasil, o benefício de meio soldo das patentes de seus respectivos maridos ou pais. Aos herdeiros de cabos e soldados o valor do benefício era de um soldo por inteiro. Em 15 de janeiro de 1823, outro Decreto estendeu aos militares da Armada estes mesmos direitos.

Naquele mesmo ano, Lei de 6 de novembro estabelecia o Montepio Militar dos Oficiais do Exército, no qual as viúvas, filhas solteiras, filhos menores de 18 anos e mães viúvas, nesta ordem, passaram a ter direito à percepção de meio soldo da patente que o militar possuísse ao falecer. A responsabilidade pelo pagamento deste montepio do Exército era toda do Estado, não havendo contribuição por parte dos oficiais ou dos beneficiários, ao contrário do Plano de Montepio dos Oficiais da Marinha.

A partir de 1841 o Governo, reconhecendo a necessidade de regular, ordenar e equiparar as duas instituições militares, baixou algumas normas procurando uniformizar os seus procedimentos. Começou com o Decreto nº 260, de 1841, que mandou organizar os quadros dos oficiais do Exército e da Armada no prazo de um ano, com designação do número de oficiais que devia haver em cada posto, soldos, etc. A partir daí, até 1895, apesar das grandes mudanças vividas pela nação neste período, ocorreram alterações de pequena importância quanto às legislações dos pensionistas militares.

Em 1847, o Decreto nº 521 estabeleceu que as filhas solteiras continuariam a receber o meio soldo, mesmo depois de casadas, uniformizando os Planos do Exército e da Marinha.

Em 11 de junho de 1890, o Decreto nº 475 concedeu às viúvas e órfãs dos oficiais da Armada o meio soldo devido ao pessoal do Exército, sem invalidar o montepio do Plano da Marinha de 1795.

O Decreto nº 695, de 28 de agosto de 1890, criou o montepio similar ao da marinha para as famílias dos oficiais do Exército, sem invalidar o meio soldo concedido pela lei de 6 de novembro de 1827.

O Decreto nº 1.054, de 20 de setembro de 1892, estabeleceu regras de contribuição para o meio soldo e o montepio dos Oficiais do Exército.

Finalmente a Lei nº 288, de 6 de agosto de 1895, equiparou o montepio dos Oficiais da Armada (1795) ao dos Oficiais do Exército, unificando as vantagens concedidas às duas instituições quanto ao meio soldo e ao montepio, corrigindo algumas distorções existentes nas legislações anteriores, e estabelecendo a universalidade das contribuições.

Leis e Decretos sobre o assunto continuaram sendo emitidos no princípio do século XX, sendo destacável o Decreto nº 816, de 10 de janeiro de 1902, que estendeu às filhas casadas o direito à percepção do meio soldo e do montepio (antes recebiam apenas o montepio).

Em 1946, o Governo Vargas, preocupado com os efeitos da guerra, cuidou de melhorar a situação dos militares. O Decreto-Lei nº 8.958, de 29 de janeiro de 1946, alterou as disposições legais sobre montepio militar e meio soldo correspondentes aos herdeiros, estabelecendo como beneficiários, por ordem de precedência e reversão, a viúva, as filhas solteiras, viúvas e casadas e os filhos menores de 21 anos, as filhas desquitadas, os filhos interditos, os netos órfãos, as mães viúvas ou solteiras e as irmãs solteiras ou viúvas. Mantinha basicamente a mesma relação de beneficiários de fins do Século XVIII.

Em 9 de março de 1953 o Governo baixou o Decreto nº 32.389, que consolidou todas as disposições legais existentes sobre pensão militar (montepio e meio soldo), documento que mais tarde seria revisado, dando origem à atual Lei nº 3.765, de 4 de maio de 1960.

A Lei nº 3.765, de 1960, unificou as pensões de montepio, meio soldo e especiais criando apenas um benefício que ficou conhecido como Pensão Militar, garantindo a uniformidade de tratamento nas Forças Armadas e estabelecendo a universalidade das contribuições. O rol dos beneficiários continuou a mesma, inclusive quanto às "filhas de qualquer condição".

A Lei nº 8.216, de 13 de agosto de 1991, tentou alterar o o texto do art. 7º da Lei nº 3.765, de 1960, para retirar o direito das filhas casadas, desquitadas ou divorciadas à Pensão Militar. Mantinha este direito apenas para as filhas solteiras. Porém, por não terem sido cumpridas as formalidades do Congresso Nacional quanto à tramitação da sua proposição, em Decisão de Plenário de 3 de junho de 1993, o Supremo Tribunal Federal declarou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 574-0, ficando canceladas as alterações que a Lei nº 8.216, de 1991, tentara introduzir no texto da Lei de Pensões. Ficaram mantidos os termos da redação original: "filhas de qualquer condição".

Finalmente a Medida Provisória nº 2.131, de 28 de dezembro de 2000, alterou a redação do art. 7º da Lei de Pensão Militar extinguindo o direito das filhas "de qualquer condição" e colocando-as em igualdade de condição com os filhos homens. A nova redação estabelecia que teriam direito à pensão militar "os filhos ou enteados até vinte e um anos de idade ou até vinte e quatro anos de idade, se estudantes universitários ou, se inválidos, enquanto durar a invalidez".
Esta regra vale para todos os militares admitidos nas Forças Armadas após 29 de dezembro de 2000.
Para aqueles que já estavam nas Forças Armadas naquela data a MP nº 2.131, de 2000, estabeleceu a continuidade deste direito, conforme previsto na Lei nº 3.765, de 1960, mediante o pagamento de uma contribuição adicional específica de caráter opcional.


Sobre a Previdência dos Militares....Antigo Montepio Militar | Blog Paranaense | Portal Militar

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quinta-feira, 16 de abril de 2015

A justiça seletiva das manifestações antigoverno e anticorrupção de 15 de maço e 12 de abril

Eu vejo as manifestações anticorrupção de pessoas que votaram no Aécio Neves e quão seletivas elas são quanto ao objeto que dizem perseguir.
Como é que o Agripino Maia está sendo investigado por corrupção no Rio Grande do Norte e é convidado a posar pra fotos com manifestantes? Como é que um juiz acusado de corrupção vai pra manifestação e ainda usa o microfone para falar contra corrupção? como é que um parente do Beto Richa, governador tucanalha do Paraná é acusado de corrupção, vai pra manifestação num dia e é preso por corrupção no outro dia (embora a gente saiba que ele não ficará preso, porque "não é do PT", como se manifestou dia desses um político lá do Paraná)? Como é que o nome do Aécio aparece na mesma delação premiada que cita nomes de políticos do PT e de outros partidos da base aliada, e pela boca do mesmo delator, e nenhum dos "revoltados on line" diz uma vírgula sobre o fato? como é que o Eduardo Cunha, ínclito presidente da Câmara dos Deputados, aparece como beneficiário de esquemas da Petrobrás, mas ninguém que apóia o movimento "vem pra rua" diz um piu tão somente porque ele, Eduardo Cunha, é desafeto de Dilma? Como é que o cara é corrupto mas a sua corrupção é simplesmente ignorada só porque ele participa da cruzada anati-gay do Marco Feliciano e do Silas Malafaia? Como é que dois senadores do PSDB mais um ex-presidente do partido (um dos senadores é o principal nome do partido) são acusados de corrupção na mesma operação deflagrada pela polícia federal que revelou nomes de partidos da base aliada e ninguém dos revoltados com a corrupção (inclusive os que elegeram a Vesga à categoria de livro sagrado) continuam se orgulhando de terem votado neles? Por que ninguém desses senhores que estão com os dedos em riste (inclusive contra quem exerceu o seu direito legítimo de voto) se manifesta ou repercute as acusações de corrupção do governo de São Paulo, que é do PSDB?
Por que se fala ainda hoje do mensalão do PT, mas ninguém cobra um milímetro a punição dos envolvidos no mensalão do DEM no DF? Por que muitos até se regozijam com a completa impunidade do mensalão tucanalha em MG e a cara de cretino do Azeredo, que nunca vai ser punido (lembrando que o mensalão tucanalha em MG é o pai de todos os mensalões e que os operadores do núcleo empresarial são os mesmo do mensalão petista)? Que luta contra corrupção é essa que é seletiva? Só comete corrupção quem é de esquerda (embora a maioria absoluta não saiba sequer o significado do termo, referindo-se, imbecilmente, a pensadores e políticos de esquerda como comunistas)? Que justiça é essa? Que verdade é essa? Que sentimento de indignação é esse?
Então o PT peca não por terem alguns políticos dos seus quadros aderido à corrupção, mas porque defende direitos progressistas, como casamento gay e a não redução da maioridade penal? Mas bradam os conservadores, utilizando-se do nome de Deus (como seus porta-vozes exclusivos e em desobediência ao terceiro mandamento) contra um partido político, utilizando-se do pretexto do combate à corrupção, quando na verdade as suas ações e palavras demonstram claramente que não estão nem aí pra corrupção, tão somente porque discordam de políticas progressistas desse partido? A isso não se dá o nome de hipocrisia? Estão em defesa realmente dos mandamentos divinos? Que deus é esse que só pune os pecados de quem não está aliado a ele?
E vejo também o clamor contra a "horda comunista" (o sujeito não sabe sequer o que é comunismo, não sabe distinguir comunismo de socialismo ou de social democracia, e isso para ficar só no básico) e o autoritarismo (alguns falam em autoritarismo, outros em totalitarismo, sem saberem, uns e outros, sequer a diferença entre os dois termos ou pelo menos procurarem saber), em um país em que o sujeito diz o que quer, noticia o que quer, fala mal do governo à vontade (o próprio ato de ele estar falando já é a prova irrefutável de que ele vive em um país plenamente democrático, pelo menos no que diz respeito à liberdade de manifestação do pensamento), xinga a presidente da república, deputados, senadores, governadores de estado, etc., sem sofrerem nenhuma retaliação.
Que comunismo é esse, no qual a propriedade privada, mesmo aquela que só atende a interesses meramente especulativos – caso dos grandes latifúndios improdutivos -, é totalmente resguardada, mesmo que não atenda à sua função social, como manda o inciso XXIII, do art. 5º, da Constituição? Que comunismo é esse no qual se permite a autonomia do judiciário para determinar milhares de mandados de reintegração de posses todos os anos? Que ditadura é essa na qual todos têm o direito de ir e vir pra qualquer lugar, de falar o que quer, de professar a religião que quiser? Que autoritarismo ou totalitarismo é esse (uso os dois termos pra abranger a todos)?
Frise-se ainda que a maioria absoluta dos políticos envolvidos são de partidos que compõem a base do governo à direita, como é o caso do PP e de setores do PMDB, inclusive o senhor Eduardo Cunha, que é também da bancada evangélica e que, por isso, e só por isso, recebe a benção e nenhuma palavra de condenação do senhor Malafaia. De Renan, ínclito presidente do senado federal, e que fez uma jogada de gênio (e isso ele é, um gênio do mal) de parecer em desalinho com o governo federal para escapar da punição pelos seus crimes de corrupção, embora, não seja da bancada evangélica, jamais se poderá dizer que seja de esquerda, a não ser que haja coronel de esquerda.
Há de chegar o dia em que a política será levada a sério não somente pelos políticos, mas pelo povo que eles representam? Quando vejo as manifestações como as que foram às ruas no dia 15 de março e 12 de abril, assim como as que as precederam do outro lado, custo a creditar.
Por óbvio que, em defesa do PT se pode dizer que a corrupção finalmente está sendo combatida no Brasil. Isso se todos os envolvidos nos desvios na Petrobrás, inclusive petistas, forem realmente a julgamento. Mas jamais se pode justificar que um partido cuja militância anticorrupção foi uma das suas principais bandeiras, a ponto de se dizer, às vésperas da primeira eleição de Lula, que não tinha programa de governo, pois não se governa um país apenas com combate à corrupção, tenha s suas principais lideranças apanhadas nos piores esquemas de corrupção já revelados na história do Brasil.
Tampouco se justifica que, apanhados esses “companheiros” na roubalheira e no fomento ela, outros saiam em sua defesa, em vez de defenderem, pelo mínimo de coerência que se pode esperar, que exigissem ao menos o afastamento desses cidadãos até a apuração das denúncias contra eles, em atenção ao princípio da presunção de inocência (que Joaquim Barbosa rasgou da Constituição Federal para poder punir os petistas).
Punidos os petistas e seus aliados, deveriam estar os corruptos dos outros partidos (bem como aqueles da base aliada que não se afinam com o governo federal) todos com o “rabo entre as pernas”, com medo de serem igualmente punidos, e não em manifestações, posando para fotos com as “zelite branca” e (pasme-se!), com o microfone na mão bradando contra a corrupção do PT. Vou invocar o nome de Deus: MEU DEUS, O QUE É ISSO?
E, para completar, há ainda aqueles que aclamam pela volta da ditadura militar e querem Bolsonaro para presidente. Por óbvio que não há nenhuma lógica por trás de acintes à inteligência como esses.
Sempre disse, desde menino, que sou contra toda e qualquer ditadura, seja do proletariado, sejam as do gênero burguês nas suas diversas espécies (plutocracia, aristocracia, etc). A história está aí para mostrar o que resulta disso, inclusive a brasileira. Ditaduras à esquerda, como as da ex-URSS (principalmente sob Stalin, que virou referência mundial), da China (principalmente sob Mao), do Camboja de Pol Pott, da Coréia de Kim Il-sung, Kim Jung-Il e do atual e patético Kim Jong-un e de Cuba, dos irmãos Castro, são a outra face da moeda das ditaduras de direita, como a do Brasil de 1964/1985, da Argentina, do Chile sob Pinochet, da Espanha sob Franco e da Guiné Equatorial canada pela Beija Flor.
Não há argumentos contra quem defende uma asneira dessas. Não adianta dizer que numa ditadura a corrupção não aparece porque a imprensa é censurada, e não porque não exista. Leitura e informação não alcançam essa gente. Eles não de fato não têm cérebro pra isso. Dia desses li no face que o PT apoia a ditadura de Guiné Equatorial. E quem postou não foi nenhum analfabeto, apedeuta.
Quanto a Bolsonaro... Não dá pra discorrer sobre esse indivíduo, desculpem-me os seus admiradores. Ele é a antítese de todo o meu esforço por adquirir inteligência e sabedoria.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O mito e a sua capacidade de refletir e induzir o conhecimento

Davi Lima de Freitas*

Para se ter a noção exata de quanto o mito reflete a realidade e impulsiona o conhecimento, há que se considerar o que realmente significa o vocábulo mito e o seu significado (da estória ou história por trás do mito) para aqueles que o criaram e a quem ele, de início, foi destinado.
As muitas possibilidades de interpretação e até de recriação do mito interferem, muitas vezes, no conhecimento que ele quer transmitir, preservar ou induzir.
A atribuição de um caráter meramente fabuloso ao mito faz com que, na maioria das vezes, o seu sentido se perca. Por outro lado, a generalização do uso do termo para significar qualquer coisa, mesmo do ponto de vista puramente semântico, dilui esse significado. Não é toda estória que é mito.
Tome-se por exemplo o mais famoso deles, o “mito da caverna”, de Platão, que na verdade não é um mito, mas uma parábola ou, no máximo, uma alegoria.
Quem ouvia os mitos gregos há mais de dois mil anos atrás, não os colocava meramente na categoria de fábulas, mas acreditava que estava ouvindo história, a história de seus ancestrais, de seu povo, a sua história. A mesma coisa achava quem os contava. Pelo menos a maioria.
Assim é que, para um grego no ano 400 A.C., Odisseu não era apenas um ser fabuloso, mitológico no sentido que esse termo possui hoje. Tróia realmente existira e a guerra fora um verdadeiro divisor de águas na história da Grécia. E não é que, ao contrário do que modernamente achavam muitos historiadores, não encontrou a arqueologia indícios de que Tróia realmente existiu?
Então, para os primeiros gregos, a história mítica da Guerra de Tróia não significava apenas metáforas de virtudes idealizadas e de vícios condenáveis. Entendiam eles que o ser humano estava à altura de alcançar tais virtudes e renegar os vícios, o que dá um sentido todo diferente à sua busca pela realização de seus ideais.
O que se diz “pratrasmente”, nos termos de Odorico Paraguaçu, pode-se dizer quanto à aquisição do conhecimento filosófico e/ou científico. O que é história e o que é fábula, mera fábula, bem como a compreensão disso, faz toda a diferença quando se quer entender o materialismo de Marx no trato da história, da filosofia e da economia, ou o desprezo de Nietzsche pela filosofia pós-socrática e a sua aversão à moralidade e à ética judaico-cristã.
Para o Dicionário Aurélio, mito é “fato, passagem dos tempos fabulosos; tradição que, sob forma de alegoria, deixa entrever um fato natural, histórico ou filosófico; (sentido figurado), coisa inacreditável, sem realidade” (frisei).
Assim, diferente, portanto, da parábola ou da alegoria pura e simples, tem um pé, tem algum lastro na história ou na historicidade, em algum acontecimento de fato, cuja interpretação ou a simples transmissão através da tradição oral se deu de forma fabulosa.
Por óbvio que a parábola e/ou a alegoria também podem referir-se a um fato real, a um acontecimento real, mas sua abrangência é restrita a uma lição de moral, a um ensinamento que se quer transmitir, ao passo que o mito, comparado a elas, tem caráter de odisseia (olha aí o mito refletindo a realidade; ou seria a realidade refletindo o mito?), épico.
Esse pé na historicidade diferencia o mito na sua capacidade de refletir ou induzir o conhecimento.

* Davi Lima de Freitas, advogado, sargento reformado do Exército Brasileiro e acadêmico do curso de Psicologia da UESPI


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Comentários sobre o artigo de Arnaldo Jabor "A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE"

Vou compartilhar porque aqui não tem censura. Não é a "Vesga" nem a Carta Capital. O blog é meu e eu publico o que quero.
Bato palmas para o artigo do senhor Jabor. Muito boa a argumentação.
Só não vi ainda dele nenhuma manifestação sobre o porquê de, até agora, não ter sido julgado o mensalão tucanalha; nenhum apontamento sobre até agora não ter sido julgado o mensalão do DEM no DF (aquele cujas imagens passaram em rede nacional com um assessor do então governador Jorge Arruda, então integrante dos quadros do DEM, distribuindo rumas de dinheiros para deputados distritais da sua base aliada para que esses votassem matérias de interesse do governo); sobre o caso do então senador do DEM, paladino da moral e dos bons costumes, senhor Demóstenes Torres, comparsa do quadrilheiro e assaltante dos cofres públicos Carlinhos cachoeira, que financiava a quadrilha Abril/Cachoeira pra fabricar ou colorir denúncias contra o PT; sobre os escândalos promovidos pelo tucanalhato no governo de São Paulo (ALCA/Metrô); sobre as denúncias da roubalheira - e até de assassinato - promovida pelo cheirador tucanalha Aécio Neves.
Ao que tudo indica, o Petrolão - a maior roubalheira da história do Brasil - será julgado antes de todos esses escândalos - que lhes são muito anteriores - serem sequer investigados, alguns deles, em nome de uma corrida ideológica vil, pelo simples fatos de estarem integrantes do PT (que parece mesmo ser o único partido político do Brasil, já que os desvios de alguns dos seus membros são sempre atribuídos ao Partido, ao contrário do que acontece com os outros partidos - o mensalão tucanalha é o mensalão mineiro, e o mensalão do DEM é o mensalão do Distrito Federal) envolvidos.
Aliás, os outros partidos envolvido não são nem citados, a não ser como coadjuvantes distantes.
Já disse aqui por diversas vezes que não há como Lula se dizer inocente no caso do mensalão, assim como não tem como FHC dizer-se inocente na compra de votos para a reeleição e nos diversos escândalos de corrupção ocorridos no seu (des)governo, dos quais ele agora, bravateiro, hipócrita e cretino como é e sempre foi, bater no peito e dizer que desafia qualquer um a provar que no seu governo ocorreram desvios, sabedor que é que todos os crimes praticados por ele estão prescritos ou em vias de prescrição, depois de 12 anos que deixou o governo (mesmo que fossem apurados agora, o tempo necessário para investigar, processar e julgar seria suficiente para que a prescrição se completasse). Portanto, adoraria ver os dois algemados juntos, compartilhando a mesma cela.
Como sei que FHC jamais será investigado, processado, julgado e punido pelos seus crimes, sinto-me completamente à vontade para demonstrar minha simpatia por Lula, ainda mais quando uma quadrilha travestida de veículo de imprensa faz a defesa tão explícita dos tucanalhas e "denuncia" os desvios do PT, ao tempo que incita o ódio contra os que votaram, como eu, legitimamente, em Dilma.
Mas pergunto-me quem são os que estão prontos a apontar o dedo e julgar - como se tivesses legitimidade legal e moral para tal - os eleitores de Dilma e do PT. São os defensores do tucanalhato, da corrupção tucanalha, que nunca, mas nunca mesmo, levantam uma única indagação sobre as denúncias contra esses pilantras que, juntamente com os famosos petralhas, assaltam os cofres públicos. São pessoas coniventes com a roubalheira desse grupo de cretinos que querem julgar as outras pessoas simplesmente porque votaram em Dilma. São defensores e eleitores dos Bolsonaros da vida, tão repugnantes para mim quanto seu arquirrival na Câmara, Jean Willis. São os defensores de ditaduras, torturas, mortes e assassinatos, desde que perpetrados por bandidos que se dizem de direita. Que até mencionam que a atual campeã do carnaval carioca, a Beija Flor, foi financiada pela ditadura imunda de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, 8º governante mais rico do mundo de um dos países mais pobres do mundo, ditador de direita, aliado dos Estado Unidos (bom amigo, como o chamou a senhora Condoleezza Rice, então Secretária de Estado Americana), mas que não condenam veementemente tal ditadura pelo fato de ser de direita. O Senhor Arnaldo Jabor, assecla da rede Globo, que há décadas monopoliza a transmissão do carnaval carioca, jamais vai sequer mencionar tal coisa.
Por óbvio que não reconheço a essa gente autoridade legal, ética, moral e nem mesmo espiritual para julgarem quem quer que seja, muito menos a mim. Não merecem sequer resposta. Que ladrem sozinhos.
No entanto, diante de tão brilhante manifestação do senhor Jabor, de argumentos tão arrazoados e verdadeiros, embora omissos quanto ao que lhe convém, e apenas por uma vez, para marcar posição, manifesto-me e assino:
Davi Lima de Freitas, brasileiro, cidadão.
PS: Sou contra toda e qualquer censura. A livre manifestação do pensamento com fins informativos e críticos é pilar de qualquer democracia. Portanto, o senhor Arnaldo Jabor, no contexto em que o fez, tem o pleno direito de dizer o que disse sem ser censurado.

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE.

Como está na moda agora, vou postar o artigo do nosso ínclito Arnaldo Jabor para, em outra postagem, me manifestar a respeito. Aí vai, na íntegra. (ARNALDO JABOR) O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, 'explicáveis' até demais. Quase toda a verdade já foi descoberta, quase todos os crimes provados, quase todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e quase nada acontece. Parte dos culpados estão catalogados, fichados, processados e condenados e quase nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe, tais são as manobras de procrastinação, movidas por um sem número de agentes da quadrilha. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!! Nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente e desfigurada!!!!!!!! Os fatos reais mostram que, com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo, de cabo a rabo da máquina pública e desviou bilhões de dinheiro público para encher as contas bancárias dos quadrilheiros e dominar o Estado Brasileiro, tendo em vista se perpetuarem no poder, pelo menos, por 70 anos, como fizeram os outros comunas, com extinta UNIÃO SOVIÉTICA!!!! Grande parte dos culpados, já são conhecidos, quase tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas os governos psicopatas de Lula e Dilma negam e ignoram tudo!!!!! Questionado ou flagrado, o psicopata CHEFE, não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso, nem vergonha do que fez!!!!! Mente, compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir o poder. Estes governos são psicopatas!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior, é que a dupla Lula-Dilma, amparada em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas, em acusações 'falsas', a condição de Cúmplices e Comandantes, em 'vítimas'!!!!! E a população ignorante e alienada, engole tudo.. Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca a maioria dos crimes, na Fortaleza da lentidão e da impunidade, a exceção do STF, que, só daqui a seis meses, na melhor das hipóteses, serão concluídos os julgamentos iniciais da trupe, diz o STF. Parte dos delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem, com a ajuda sempre presente, dos TÓFFOLIS e dos LEVANDOWISKIS. (Some-se à estes dois: Barroso, Teori Zawaski e Rosa Weber.) A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desses últimos dois governos. Sei que este, é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tinha de ser escrito... Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?' A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo. A cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos!!!!! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações. Nos últimos anos, tivemos um grande momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois, surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e a Denúncia do Procurador-geral da república, enquadrando os 39 quadrilheiros do escândalo do MENSALÃO. Faltou o CHEFÃO. São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'. Lulo-Petistas clamam: 'Como é que o Procurador Geral, nomeado pelo Lula, tem o desplante de ser tão claro! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito e, como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como pode ser tão fiel à letra da Constituição, o infiel Joaquim Barbosa ? Como ousaram ser tão honestos?' Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda, no Maranhão, a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando.... Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo de Lula, foi criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política. Uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista, que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o Simplismo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014